Banks or digital companies?

Na última década, o setor bancário se transformou com grande velocidade. A chegada de novos tipos de consumidores reinventou os modelos de negócio de outros setores, como o setor Retail, no qual aparecem vários tipos de clientes: o ROPO (Research Online, Purchases Offline), aquele que pesquisa online e compra na loja física; Showroomer, aquele que pesquisa nas lojas físicas, e depois compra o mais barato possível online, o cliente RTB (Research, Testing and Buying), aquele que pesquisa online, prova nas lojas físicas e compra online. Os processos de compras ou Journey Maps são o resultado de uma integração entre o físico e o digital.

Este tipo de consumidor foi sendo introduzido paulatinamente no banco, o que provocou o aparecimento do Phygital Banking Customer, o novo consumidor de banco que não conhece a barreira entre o físico e o digital e tem a sua disposição um grande número de canais online e offiline para acessar à oferta de serviços.

Neste contexto, o desafio dos bancos é o de desenvolver uma experiência de cliente única e personalizada, que se antecipe a suas necessidades e lhe proporcione o conteúdo adequado. A única via para consegui-lo é conhecer em profundidade o novo consumidor do banco.

Este tipo de cliente estabelece no banco a necessidade de realizar uma segmentação por pessoa, ou seja, uma microsegmentação, que apenas é possível com plataformas tecnológicas potentes, capazes de desenvolver análise preditiva para compreender suas necessidades antes, durante e depois de cada fase do processo de compra.

Para o setor bancário, a digitalização continua sendo uma prioridade para manter uma posição competitiva e reduzir o risco de serem substituídos, focando suas prioridades em redesenhar e melhorar a experiência digital do consumidor e na migração de seus canais de venda e gestão físicos para o ecossistema digital.

A inovação no setor bancário está centrada no desenvolvimento de tecnologias que agilizem e automatizem processos e que facilitem a vida do usuário, como, por exemplo, o projeto e construção de uma agencia virtual que permite gerenciar de forma online sem a necessidade de se dirigir a uma agencia física.


Open Banking

Uma das principais tendências do setor é o Open Banking ou, o que é o mesmo, a abertura das APIs a terceiros. Esta nova realidade entrou em vigor em janeiro de 2018 com a normativa PSD2 (Second Payment Services Directive), e obriga as entidades financeiras a abrir seus serviços de pagamento a terceiros, em busca de maior transparência, aumento da competência, melhora da UX e diminuição dos custos nas transações. Neste sentido, cobra relevância a gestão da identidade digital e privacidade dos usuários.

Até o final deste ano, 50% dos bancos em nível global oferecerão ao menos cinco API’s externos.



Fintech

As Fintech já não representam uma novidade, mas continuam supondo uma ameaça para as entidades tradicionais com seu modelo tecnológico inovador. Este tipo de Startups será a nova competência dos bancos nos próximos anos, já que não estão sujeitas a regulações financeiras e, por isso, são capazes de oferecer maior liberdade e flexibilidade em seus serviços; oferecendo aos usuários vantagens como a oportunidade de participar em financiamento colaborativo ou de refinanciar dívidas de forma simples e rápida.

Os Neobanks são entidades que costumam ter atrás um banco tradicional, mas que adaptaram suas ferramentas e a integração com o usuário às plataformas móveis.

Os Challengebanks são Fintech puras surgidas ao redor de serviços online. Costumam ser Startups nascidas devido à democratização do uso massivo de Internet e os dispositivos móveis.

Os Neobanks surgem a partir da constatação por parte das entidades tradicionais das novas tendências no mundo das finanças, enquanto que os Challengebanks formaram, em muitos casos, a partir de uma ideia apresentada a alguns investidores, fundos de capital-risco, etc., e levantando dinheiro através de diversas rodadas de financiamento para a iniciação do projeto.


InteligênciaArtificial

A inteligência Artificial, em finanças, será refletida em aplicativos para interagir com o cliente (chatbots) e para automatizar processos. Além disso, em combinação com outras novidades tecnológicas, outras vantagens surgirão, como a possibilidade de máquinas inteligentes gerenciarem sua própria criação de valor ou o desenvolvimento de um banco cognitivo capaz de criar ofertas sob medida em tempo real. Os bancos investirão mais e mais em IA para serem mais eficientes e, ao mesmo tempo, manterem um sólido serviço ao cliente.


On-BoardingDigital

Um dos mais recentes avanços neste setor é o On-Boarding digital, através do qual os clientes, por meio de um processo de identificação não presencial, podem registar-se como novos clientes de uma forma 100% digital. Isto é possível através de técnicas biométricas (fotografias, impressões digitais, etc.) ou videochamadas. Neste paradigma, a segurança é uma questão de grande preocupação para os usuários, portanto, em 2018, os gastos com métodos de autenticação da próxima geração aumentarão em 20%.

A biometria ajudará a simplificar bastante os processos complexos de segurança e fornecerá uma infinidade de métodos de autenticação mais confiáveis e seguros.



Big Data

A Big Data em conjunto com a implementação de ferramentas de Business Intelligence estão desempenhando um papel fundamental no conhecimento do cliente, para permitir a elaboração de uma oferta de serviços personalizada e que facilite o poder de expansão da fronteira bancária, além dos limites tradicionais deste setor.


CloudBanking

Outra maneira de lidar com a inovação digital é através do Cloud Banking. Cada vez mais bancos estão apostando em armazenar seus dados na nuvem devido às vantagens inerentes a isso, como a melhoria na gestão de serviços e no processamento de informações, que constituem um dos ativos mais importantes da indústria.


Blockchain

Em relação ao Blockchain, voltará a ter um papel determinante em 2019 devido ao seu crescimento contínuo. A eficácia desta tecnologia fundamenta-se na possibilidade de realizar intercâmbios seguras de praticamente qualquer coisa (dinheiro, ideias, direitos de autor, etc.).

Um dos seus principais potenciais está relacionado com os contratos inteligentes que garantem a automatização da interação entre múltiplas partes e a execução de acordo com as regras acordadas.

Aumenta a eficiência dos bancos em processos como a liquidação de valores ou o acompanhamento de ativos.


Como ajudamos o setor bancário em sua transformação?

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